sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sobre o ENEM...


E no penúltimo final de semana de outubro, eis que chega o ENEM... Foi uma espera arretada dos estudantes, mas quando finalmente chegou a hora e a vez do Exame Nacional do Ensino Médio eles disseram:
- Poderia ser mais pra frente... Pra que uma prova num tempo desse... E eu nem estudei direito...

E foi um corre-corre; e foi uma agonia... Pense numa prova pra mexer com os nervos dos meninos.
Ah! E das meninas também!
Meu recado hoje não vai especificamente para meus amados e queridos alunos. Vai para meus queridos e amados companheiros de profissão.
A questão 125 da prova cinza do ENEM que abre esse post é bem polêmica. À primeira vista pode até não ser... E para os amigos professores, de certa forma, até dócil e inocente demais. Mas, se ela for comparada às novas tendências do estudo da Língua Portuguesa, é muito complexa.
Quando fiz o primeiro concurso para para professor do Estado de Pernambuco, deparei-me com o seguinte tema de redação: "Se não é para ensinar gramática, o que o professor de língua portuguesa deve ensinar em suas aulas afinal?". De imediato, em minha produção textual, critiquei demasiadamente o tema e tirei nota mínima para ser aprovado. Decerto, quem corrigiu minha redação é da corrente de estudiosos que dizem: "Queimem as gramáticas".
Há uma crítica, já há uns 30 ou 40 anos, sobre o ensino ou não da gramática nas escolas. A maioria, por exemplo, dos livros didáticos ensina gramática, mas não usa essa terminologia. Chamam-na de "Reflexão sobre a língua"; "Estudos linguísticos"... E na verdade o que se vê é pura e simplesmente gramática. Penso até que não é proibido estudá-la, mas falar o termo "GRAMÁTICA".
Muitos professores, também, correm das regras gramaticais por não entendê-las; já que, no curso de Letras, a moda era "fazer recortes" de linguística.
O que quero dizer, com este post, é que o ensino da língua inclui sim regras gramaticais. Não há como se fugir disso. E digo mais: ela é a base do ensino da Língua Portuguesa, pois a maioria desses doutores que refutam o ensino de gramática na sala de aula, só chegaram a ser doutores por aprender bem esta matéria.
Essa questão supracitada do ENEM está claramente relacionada com a habilidade 25 da matriz de referência do exame: " H25 - Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.", mas ela se relaciona também com a habilidade 27: "H27 - Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação." já que para o aluno responder à questão, ele terá que recorrer aos seus conhecimentos fonológicos, morfológicos, sintáticos e lexicais, bem como afirma o enunciado.
Algumas (poucas) pessoas que tiverem a paciência de ler este texto podem discordar, pois, como a resposta correta é a letra b, a argumentação será centrada apenas no conhecimento fonológico ou de variação linguística, já que a regra de "tarvez" e "vorta", fonologicamente, é a mesma. Há a troca do fonema /u/ por /R/ ou da letra L pela letra R.
Como curiosos prestam atenção, e eu sou muito curioso, vocês hão de concordar: para que um estudante resolva uma questão, ele não precisa apenas do conhecimento da alternativa correta. Ele precisa, principalmente, do conhecimento das alternativas incorretas, já que é esse conhecimento que fará com que o mesmo julgue a opção como errada.
Se alguém me disser como um aluno aprende Fonologia (descrito no enunciado como "pronúncia"), morfologia, sintaxe e lexicologia sem recorrer à regras, diga-me, pelo amor de Deus... Eu quero aprender a ensinar. Porque, na minha concepção, em língua portuguesa, falou em regra, é gramática, pai!



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dissertação Objetiva (Texto Argumentativo em terceira pessoa)


DISSERTAÇÃO OBJETIVA - É a apresentação do assunto de maneira impessoal, caracterizada pela linguagem denotativa. Texto onde prepondera a razão.

Saiba mais baixando arquivo em PowerPoint, clicando no link abaixo:



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Você sabia...



Que na designação de Imperadores, séculos, reis, papas e partes em que se dividem uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo; a partir daí, empregam-se os cardinais?

Ex.: 
D. Pedro I- (D. Pedro primeiro)

Século X- (Século décimo)


Papa Pio XII- (Papa Pio doze)

Para saber mais (e estudar para prova), clique no link e baixe o slide:

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

E o "y"? É uma vogal?

Dia desses, estava eu tranquilo e calmo, caminhando sobre a rampa de acesso à entrada da escola onde trabalho.  Quando, do nada, uma aluna grita, desesperada:
­– Ribeiro, quantas vogais tem o alfabeto?
Eu não hesitei, e respondi de súbito:
– São cinco!
Ela (miserável) insistiu:
– Mas um professor me disse que são seis! Pois o “y” entra no alfabeto como vogal...
Como um desastre não acontece isoladamente, ele resvala em outros seguimentos, outra aluna gritou:
– Então são sete! Pois o “w” tem som de “u” e deve também ser enquadrado como vogal.
Não titubeei: mantive a resposta e expliquei rapidamente que as letras são representações dos sons.  Na língua portuguesa, temos 12 fonemas vocálicos representados pelas letras “A, E, I, O, U”.  Ou era isso; ou teria eu estudado Fonologia de maneira errada.
A questão, para mim, era simples: como o nosso alfabeto tem origem no latim, essas letras “K, W, Y” não faziam parte, legitimamente, da nossa língua; uma vez que, etimologicamente falando, não existem palavras “portuguesas” com essas letras. Outra situação interessante a observar é que nós já temos “letras” demais. Como assim? Assim: para o fonema /s/, por exemplo, temos a letra “s” e a letra “c”; para o fonema /q/, mais uma vez, por exemplo, temos as letras “c” e “q” (apoiada no “u”). 

Explicando a pergunta...


A dúvida das meninas é interessante, porque elas aprenderam, quando foram alfabetizadas, que “o alfabeto é formado por 23 letras, sendo 5 vogais, que são a, e, i, o, u; e 18 consoantes...” e agora? O.o

Dando a resposta...


Depois de consultar alguns amigos professores de Língua Portuguesa, Linguística e Filologia; além de alguns sites na web referentes à questão; cheguei a uma conclusão: o assunto é polêmico sim! As opiniões não são tão consensuais assim, mas a maioria das respostas converge para a resposta que eu dei as alunas.
O professor Carlos Rocha, do Instituto Universitário de Lisboa, respondeu assim, a uma professora que o questionou sobre o ensino do “y” como vogal ou consoante:
As letras representam sons. Acerca dos sons da língua é que podemos falar de vogais, semivogais e consoantes. O mais que se pode dizer é que cinco das letras do alfabeto representam vogais.
Em relação à letra y, o seu uso tem restrições como o k e o w (ver Base I do Acordo de 1990). Dependendo dos nomes que a incluam, o y pode ser considerado como vogal, semivogal, semiconsoante e consoante. Como esta letra é incluída no alfabeto por causa da grafia de muitas palavras estrangeiras que a ostentam, como professor, chamaria a atenção para os diferentes sons associados à letra:
a) vocálico — hobby;
b) semivocálico — boy;
c) semiconsonântico ou consonântico — yuppie, yen (aportuguesamento iene), yeti (o abominável homem das neves da tradição tibetana).
Acrescente-se que algo de semelhante pode acontecer à letra w, passível de ter valor semivocálico em windsurf, mas lido como consoante em wagneriano.

 Para finalizar...


Esqueçam o “K”, o “W” e o “Y”... Essas letras só servem para marcar ordem alfabética! Nenhum professor que esteja ensinando alfabetização vai ensinar sílabas, por exemplo, com elas.  Então, se alguém perguntar: “quantas letras tem o alfabeto?” responda: 26. “Quantas são consoantes?” responda: 18. “Quantas são vogais?” responda: 5. E se algum idiota ainda insistir: “E o ‘K, W, Y’?” responda: é um contrapeso; uma coisa extra... Só serve para marcar ordem alfabética. E se a pessoa ainda insistir (tem gente que é assim), diga: sei não; pergunte a Ribeiro.

É isso, meus amigos! Como diria Dilma: “um beijo na alma!”.



Para Cibelle Soares do 3º “B” 2015 e todos os alunos da EREM de Tamandaré

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Aos Alunos do PREVUPE

No último domingo, dia 16 de agosto do corrente ano, tivemos um encontro muito proveitoso, com foco no ENEM e em outros vestibulares, na Escola de Referência em Ensino Médio Dr. Antenor Guimarães, na cidade dos Barreiros. Os alunos foram muito receptivos, bem como os professores e coordenadores do PREVUPE. Aproveito o espaço para, como prometido, deixar os arquivos em PowerPoint para que os interessados baixem.

Abraços fraternais!

Links dos arquivos:

http://1drv.ms/1K3JIhZ

http://1drv.ms/1K3JLu7

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Fonologia

Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas.

Baixe o arquivo completo neste link:

quinta-feira, 12 de março de 2015

Introdução ao Estudo de Gramática

Quer saber por que é importante estudar Gramática Normativa? Quais as suas divisões? De que se ocupa cada divisão?


-Baixe o arquivo, a partir do link, para ter acesso a essas e outras informações.


http://1drv.ms/1gD6TxA