quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A vida secreta das palavras

O DIARIO DE PERNAMBUCO do dia 29 de outubro deste ano trouxe uma matéria excelente, em seu caderno 4, sobre o ENEM, com um foco maior na Redação. Gostei muito das dicas e as coloquei em Power Point, para um aulão nesta sexta-feia, dia 04 de novembro.

Abaixo, o link dos slides.


https://onedrive.live.com/view.aspx?cid=60c14c14b0732b64&page=view&resid=60C14C14B0732B64!19762&parId=60C14C14B0732B64!119&app=PowerPoint

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ENEM 2016 - Competências e habilidades – Linguagens e Códigos

Competência de área 1 – Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.

H1 – Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.

H2 – Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais.

H3 – Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.

H4 – Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.



Competência de área 2 – Conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais.

H5 – Associar vocábulos e expressões de um texto em LEM ao seu tema.

H6 – Utilizar os conhecimentos da LEM e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso a informações, tecnologias e culturas.

H7 – Relacionar um texto em LEM, as estruturas linguísticas, sua função e seu uso social.

H8 – Reconhecer a importância da produção cultural em LEM como representação da diversidade cultural e linguística.



Competência de área 3 – Compreender e usar a linguagem corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora da identidade.

H9 – Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de necessidades cotidianas de um grupo social.

H10 – Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das necessidades cinestésicas.

H11 – Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os limites de desempenho e as alternativas de adaptação para diferentes indivíduos.



Competência de área 4 – Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade.

H12 – Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.

H13 – Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.

H14 – Reconhecer o valor da diversidade artística e das interrelações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.



Competência de área 5 – Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.

H15 – Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político.

H16 – Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.

H17 – Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.



Competência de área 6 – Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.

H18 – Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos.

H19 – Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.

H20 – Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade nacional.



Competência de área 7 – Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas.

H21 – Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.

H22 – Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.

H23 – Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.

H24 – Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras.



Competência de área 8 – Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.

H25 – Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.

H26 – Relacionar as variedades linguísticas a situações específicas de uso social.

H27 – Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.

Competência de área 9 – Entender os princípios, a natureza, a função e o impacto das tecnologias da comunicação e da informação na sua vida pessoal e social, no desenvolvimento do conhecimento, associando-o aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte, às demais tecnologias, aos processos de produção e aos problemas que se propõem solucionar.

H28 – Reconhecer a função e o impacto social das diferentes tecnologias da comunicação e informação.

H29 – Identificar pela análise de suas linguagens, as tecnologias da comunicação e informação.


H30 – Relacionar as tecnologias de comunicação e informação ao desenvolvimento das sociedades e ao conhecimento que elas produzem.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Cultura Popular Nordestina - VIVARTE



Cultura Popular Nordestina


Objetivos
Geral:
· Conhecer a cultura popular nordestina em todos os moldes de sua manifestação, valorizando sua essência e toda representatividade que ela tem.

Específicos:

· Conhecer a vida e a obra de vários artistas populares da Região Nordeste;

· Analisar o processo de criação dos repentes, cordéis e outras manifestações populares;

· Perceber a carga cultural de representatividade de nossa região nos textos orais e escritos;

· Observar a relação do conteúdo, nos textos lidos e analisados, com situações concretas do convívio social;

· Criar cordéis e/ou repentes, a partir da aprendizagem de como se estruturam esse gênero textual;

· Ler, analisar e ensaiar textos teatrais de Ariano Suassuna e/ou de outros escritores nordestinos, que tenham como representação os costumes do nordeste;

· Declamar a poesia matuta;

· Ensaiar danças, músicas e outras manifestações populares do nordeste para apresentação no evento VIVARTE;

.
Conteúdos Trabalhados:

· Variações linguísticas;

· Leitura e interpretação de textos teatrais orais e escritos;

· Leitura e interpretação de textos poéticos;

· Produção de textos;

· Análise de discursos;

· Oralidade e representação.

Séries
1ª, 2ª e 3ª Série do Ensino Médio.

Tempo estimado
18 aulas.

Material necessário
- Textos escritos;
- Cordéis;
- Data Show;
- Som;
- Notebook;
- Tablet.
-Internet


Desenvolvimento

1ª etapa
Será feita uma sondagem à classe, sobre quem conhece obras como “O Auto da Compadecida”, “Lisbela e O Prisioneiro”, danças, músicas e outras manifestações populares.

2ª etapa
Será mostrada à turma uma aula espetáculo do Professor Ariano Suassuna;

3ª etapa
Haverá debates a partir do que foi visto no vídeo.

4ª etapa
O professor produzirá textos com os alunos (cordéis, repentes, textos teatrais...)

5ª etapa
Os alunos serão divididos em grupo e serão orientados a produzir os textos coletivamente.

6ª etapa
Os alunos declamarão (lerão) os textos produzidos.


7ª etapa
Os alunos serão convidados à quadra da Escola para assistir à apresentação da banda Treminhão, às declamações e outras atividades construídas pelos professores.

8ª etapa
Os alunos farão uma análise do que foi visto na apresentação.

9ª etapa
Os professores farão uma seleção de textos, de músicas, de danças para serem ensaiados pelos alunos para apresentação no evento VIVARTE.


Produto final 

- VIVARTE – Evento do EREM de Tamandaré, voltado para exposição da cultura popular nordestina;

- Danças, peças teatrais, declamações entre outros.

Avaliação 

Será feita uma análise dos textos produzidos e da participação dos alunos no projeto como um todo, tendo como base a relação fiel de tudo o que for apresentado, com a cultura popular nordestina. Observar-se-á a aplicação dos alunos em todas as etapas do projeto, principalmente, a apresentação no dia do evento. Outra análise a ser feita é se os autores conseguem fazer com que o público alcance o pensamento de sua intencionalidade, ou seja, se o objetivo do texto, e consequentemente das apresentações, foi atingido. Ressaltando que essa intencionalidade tenha a ver com situações concretas, baseadas no convívio social da população nordestina.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sobre o ENEM...


E no penúltimo final de semana de outubro, eis que chega o ENEM... Foi uma espera arretada dos estudantes, mas quando finalmente chegou a hora e a vez do Exame Nacional do Ensino Médio eles disseram:
- Poderia ser mais pra frente... Pra que uma prova num tempo desse... E eu nem estudei direito...

E foi um corre-corre; e foi uma agonia... Pense numa prova pra mexer com os nervos dos meninos.
Ah! E das meninas também!
Meu recado hoje não vai especificamente para meus amados e queridos alunos. Vai para meus queridos e amados companheiros de profissão.
A questão 125 da prova cinza do ENEM que abre esse post é bem polêmica. À primeira vista pode até não ser... E para os amigos professores, de certa forma, até dócil e inocente demais. Mas, se ela for comparada às novas tendências do estudo da Língua Portuguesa, é muito complexa.
Quando fiz o primeiro concurso para para professor do Estado de Pernambuco, deparei-me com o seguinte tema de redação: "Se não é para ensinar gramática, o que o professor de língua portuguesa deve ensinar em suas aulas afinal?". De imediato, em minha produção textual, critiquei demasiadamente o tema e tirei nota mínima para ser aprovado. Decerto, quem corrigiu minha redação é da corrente de estudiosos que dizem: "Queimem as gramáticas".
Há uma crítica, já há uns 30 ou 40 anos, sobre o ensino ou não da gramática nas escolas. A maioria, por exemplo, dos livros didáticos ensina gramática, mas não usa essa terminologia. Chamam-na de "Reflexão sobre a língua"; "Estudos linguísticos"... E na verdade o que se vê é pura e simplesmente gramática. Penso até que não é proibido estudá-la, mas falar o termo "GRAMÁTICA".
Muitos professores, também, correm das regras gramaticais por não entendê-las; já que, no curso de Letras, a moda era "fazer recortes" de linguística.
O que quero dizer, com este post, é que o ensino da língua inclui sim regras gramaticais. Não há como se fugir disso. E digo mais: ela é a base do ensino da Língua Portuguesa, pois a maioria desses doutores que refutam o ensino de gramática na sala de aula, só chegaram a ser doutores por aprender bem esta matéria.
Essa questão supracitada do ENEM está claramente relacionada com a habilidade 25 da matriz de referência do exame: " H25 - Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro.", mas ela se relaciona também com a habilidade 27: "H27 - Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação." já que para o aluno responder à questão, ele terá que recorrer aos seus conhecimentos fonológicos, morfológicos, sintáticos e lexicais, bem como afirma o enunciado.
Algumas (poucas) pessoas que tiverem a paciência de ler este texto podem discordar, pois, como a resposta correta é a letra b, a argumentação será centrada apenas no conhecimento fonológico ou de variação linguística, já que a regra de "tarvez" e "vorta", fonologicamente, é a mesma. Há a troca do fonema /u/ por /R/ ou da letra L pela letra R.
Como curiosos prestam atenção, e eu sou muito curioso, vocês hão de concordar: para que um estudante resolva uma questão, ele não precisa apenas do conhecimento da alternativa correta. Ele precisa, principalmente, do conhecimento das alternativas incorretas, já que é esse conhecimento que fará com que o mesmo julgue a opção como errada.
Se alguém me disser como um aluno aprende Fonologia (descrito no enunciado como "pronúncia"), morfologia, sintaxe e lexicologia sem recorrer à regras, diga-me, pelo amor de Deus... Eu quero aprender a ensinar. Porque, na minha concepção, em língua portuguesa, falou em regra, é gramática, pai!



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dissertação Objetiva (Texto Argumentativo em terceira pessoa)


DISSERTAÇÃO OBJETIVA - É a apresentação do assunto de maneira impessoal, caracterizada pela linguagem denotativa. Texto onde prepondera a razão.

Saiba mais baixando arquivo em PowerPoint, clicando no link abaixo:



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Você sabia...



Que na designação de Imperadores, séculos, reis, papas e partes em que se dividem uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo; a partir daí, empregam-se os cardinais?

Ex.: 
D. Pedro I- (D. Pedro primeiro)

Século X- (Século décimo)


Papa Pio XII- (Papa Pio doze)

Para saber mais (e estudar para prova), clique no link e baixe o slide:

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

E o "y"? É uma vogal?

Dia desses, estava eu tranquilo e calmo, caminhando sobre a rampa de acesso à entrada da escola onde trabalho.  Quando, do nada, uma aluna grita, desesperada:
­– Ribeiro, quantas vogais tem o alfabeto?
Eu não hesitei, e respondi de súbito:
– São cinco!
Ela (miserável) insistiu:
– Mas um professor me disse que são seis! Pois o “y” entra no alfabeto como vogal...
Como um desastre não acontece isoladamente, ele resvala em outros seguimentos, outra aluna gritou:
– Então são sete! Pois o “w” tem som de “u” e deve também ser enquadrado como vogal.
Não titubeei: mantive a resposta e expliquei rapidamente que as letras são representações dos sons.  Na língua portuguesa, temos 12 fonemas vocálicos representados pelas letras “A, E, I, O, U”.  Ou era isso; ou teria eu estudado Fonologia de maneira errada.
A questão, para mim, era simples: como o nosso alfabeto tem origem no latim, essas letras “K, W, Y” não faziam parte, legitimamente, da nossa língua; uma vez que, etimologicamente falando, não existem palavras “portuguesas” com essas letras. Outra situação interessante a observar é que nós já temos “letras” demais. Como assim? Assim: para o fonema /s/, por exemplo, temos a letra “s” e a letra “c”; para o fonema /q/, mais uma vez, por exemplo, temos as letras “c” e “q” (apoiada no “u”). 

Explicando a pergunta...


A dúvida das meninas é interessante, porque elas aprenderam, quando foram alfabetizadas, que “o alfabeto é formado por 23 letras, sendo 5 vogais, que são a, e, i, o, u; e 18 consoantes...” e agora? O.o

Dando a resposta...


Depois de consultar alguns amigos professores de Língua Portuguesa, Linguística e Filologia; além de alguns sites na web referentes à questão; cheguei a uma conclusão: o assunto é polêmico sim! As opiniões não são tão consensuais assim, mas a maioria das respostas converge para a resposta que eu dei as alunas.
O professor Carlos Rocha, do Instituto Universitário de Lisboa, respondeu assim, a uma professora que o questionou sobre o ensino do “y” como vogal ou consoante:
As letras representam sons. Acerca dos sons da língua é que podemos falar de vogais, semivogais e consoantes. O mais que se pode dizer é que cinco das letras do alfabeto representam vogais.
Em relação à letra y, o seu uso tem restrições como o k e o w (ver Base I do Acordo de 1990). Dependendo dos nomes que a incluam, o y pode ser considerado como vogal, semivogal, semiconsoante e consoante. Como esta letra é incluída no alfabeto por causa da grafia de muitas palavras estrangeiras que a ostentam, como professor, chamaria a atenção para os diferentes sons associados à letra:
a) vocálico — hobby;
b) semivocálico — boy;
c) semiconsonântico ou consonântico — yuppie, yen (aportuguesamento iene), yeti (o abominável homem das neves da tradição tibetana).
Acrescente-se que algo de semelhante pode acontecer à letra w, passível de ter valor semivocálico em windsurf, mas lido como consoante em wagneriano.

 Para finalizar...


Esqueçam o “K”, o “W” e o “Y”... Essas letras só servem para marcar ordem alfabética! Nenhum professor que esteja ensinando alfabetização vai ensinar sílabas, por exemplo, com elas.  Então, se alguém perguntar: “quantas letras tem o alfabeto?” responda: 26. “Quantas são consoantes?” responda: 18. “Quantas são vogais?” responda: 5. E se algum idiota ainda insistir: “E o ‘K, W, Y’?” responda: é um contrapeso; uma coisa extra... Só serve para marcar ordem alfabética. E se a pessoa ainda insistir (tem gente que é assim), diga: sei não; pergunte a Ribeiro.

É isso, meus amigos! Como diria Dilma: “um beijo na alma!”.



Para Cibelle Soares do 3º “B” 2015 e todos os alunos da EREM de Tamandaré